Está preocupado com doenças cardíacas? Saiba que o colesterol alto não é o seu pior vilão - Sidesc

Se alguém perguntasse “o que pode ocasionar uma doença cardíaca?”, o que você responderia? Muito provavelmente, o termo colesterol alto está entre as primeiras respostas que vieram à sua mente, certo? O colesterol alto realmente é um dos fatores que estão ligados a doenças cardíacas, mas existe outro ponto que merece ainda mais atenção: a falta de nutrientes.

Se você ainda não tinha ouvido falar sobre essa ligação, continue acompanhando este post. Separamos cinco deficiências nutricionais que podem levar a doenças cardiovasculares.

 

Entenda a relação entre doenças cardíacas e falta de nutrientes

Com frequência, são publicados estudos que associam as deficiências nutricionais a uma ampla variedade de sintomas e doenças. O que tem ficado cada vez mais evidente é que esse assunto também está relacionado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pois os nutrientes desempenham um papel importante na função cardíaca. Conheça cinco deficiências nutricionais associadas.

 

1) Deficiência de magnésio

O magnésio é essencial para a saúde do coração, dos músculos, rins e outros órgãos do corpo. Em relação às questões cardiovasculares, os estudos evidenciaram estes pontos:

  • em homens, devido à maior ingestão de magnésio, há menor risco de desenvolvimento de doença cardiovascular;
  • em mulheres, o aumento da ingestão de magnésio mostra redução do risco de morte por ataque cardíaco e de desenvolver pressão alta;
  • para prevenir a arritmia cardíaca, os médicos usaram magnésio por via intravenosa em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva;
  • a deficiência de magnésio também pode estar envolvida com a hipertensão, o que aumenta o risco de doença cardiovascular;
  • suplementos de magnésio ajudam a baixar a pressão sanguínea.

Alimentos ricos em magnésio: sementes de abóbora, castanha-do-pará, semente de gergelim, semente de linhaça, castanha-de-caju, amêndoas, amendoim, aveia, espinafre e banana prata, figo e abacate.

 

2) Níveis baixos de vitamina D

Os baixos níveis de vitamina D aumentam o risco de pressão alta e diabetes. Essas duas complicações estão associados a doenças cardiovasculares. A deficiência de vitamina D é também um fator de risco para ataques cardíacos, derrames, insuficiência cardíaca congestiva e doença arterial periférica.

Alimentos ricos em vitamina D: óleo de fígado de bacalhau, salmão cozido, ostras cruas, arenque fresco, ovo cozido, fígado de galinha e sardinha.

 

3) Deficiência de cálcio

A deficiência de cálcio está associada a ritmos cardíacos anormais, pois o cálcio contribui para o bom funcionamento do coração, músculos e nervos. Deficiências de cálcio também podem ocasionar osteoporose, enfraquecimento dos ossos e convulsões.

Alimentos ricos em cálcio: iogurte com baixo teor de gordura, leite, queijo cottage, sardinha sem pele, iogurte de soja, caruru, espinafre cozido, tofu, castanha-do-pará, feijão cozido, quiabo cozido, ameixas secas e brócolis cozidos.

 

4) Níveis baixos de potássio

Os baixos níveis de potássio no organismo podem causar perturbações no ritmo cardíaco, além de fraqueza muscular, pois o potássio contribui para controlar o equilíbrio elétrico do coração. Suplementos de potássio ajudam a regular os níveis muito baixos, no entanto, é preciso ter acompanhamento médico sempre, pois a ingestão excessiva pode ocasionar irregularidades no batimento cardíaco.

Alimentos ricos em potássio: beterraba cozida, abacate, iogurte desnatado, suco de laranja, banana, semente de abóbora, amendoim, leite, lentilha, mamão papaia, ervilha, uva, carne de gado, batata, sardinha crua, abóbora, cenoura crua e tofu.

 

5) Falta de vitamina B6

A falta de vitamina B6 tem sido associada a doenças cardiovasculares. Conforme estudos, a ingestão diária suficiente dessa vitamina evidencia dois pontos:

  • menos mortes por insuficiência cardíaca em homens;
  • menos mortes por doenças cardiovasculares e incidência de derrame em mulheres.

Alimentos ricos em vitamina B6: fígado, banana, salmão, ameixa, avelã e abacate.

Como é possível perceber, uma dieta alimentar saudável e balanceada é capaz de fornecer nutrientes essenciais para prevenir doenças cardiovasculares. Por isso, lembre-se de que, além de manter hábitos apropriados para que o colesterol não fique alto, é preciso estar atento à alimentação como um todo.

Realizar exames periódicos e conversar com seu endocrinologista ou cardiologista é bem importante para identificar pontos referentes à alimentação que podem ser melhorados, além de identificar se o nível de nutrientes no seu organismo está adequado. O Sidesc possui uma ampla rede de profissionais credenciados. Acesse o site e descubra o médico mais próximo.

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